Lembro da primeira vez que vi o programa CQC - Custe o Que Custar - da Band com boas lembranças: foi praticamente amor à primeira vista. Logo depois do escândalo com o irmão do Ciro Gomes, um dos repórteres fez perguntas ao próprio que eu não imaginaria alguém fazendo ao vivo a um político, principalmente a um do naipe do Ciro Gomes, a única coisa que aquele cara tem de bom é a Patrícia Pillar, e sendo generoso no julgamento. O resultado não poderia ser diferente, rolou um sentimento de amor à primeira vista(pelo programa, não pelo repórter).

Só que não demorou muito para que barrassem o acesso dos caras ao Congresso. O motivo é óbvio, a entrevista é lembrada posteriormente como chacota. Até imagino os deputados e senadores dizendo um pro outro: “ae, hein, apareceu no CQC… se f*deu, se f*deu”. Só que, além de uma medida arbitrária que vai contra um Estado de Direito, é inócua: motivo de chacota a maioria dos políticos já é, seja no CQC ou no Jornal Nacional. Só se a diferença residir no fato de que os políticos agora são gozados na cara(ui) e em rede nacional, aí sim.
Portanto, pelo prazer proporcionado pelo CQC, quero aqui manifestar o meu apoio à causa. Além da assinatura virtual que acabei de deixar no site deles, peço que, se você acha que os políticos têm que nos dar satisfações, acesse http://www.cqcnocongresso.com.br/ e preencha com seu nome e e-mail. Depois acesse seu e-mail, vai ter um e-mail deles pedindo sua confirmação de voto.
Mesmo que o programa apenas os deixe envergonhados(à classe política, claro), eu quero que continue sendo exibido. Primeiro, porque eles devem, sim, ter vergonha. Segundo, porque eles vivem gozando da vida com o nosso dinheiro e na nossa cara, a gente não pode gozar com a deles um pouquinho? Ah, vá papu…


